Setembro chegou e, com ele, a campanha Setembro Amarelo, voltada para a prevenção ao suicídio e a valorização da vida. Criada em 2015, a iniciativa busca conscientizar a sociedade sobre a importância de falar abertamente sobre saúde mental, combater o estigma e oferecer apoio a quem enfrenta sofrimento emocional.
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O impacto dos números
O suicídio é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) um problema de saúde pública. Estima-se que mais de 700 mil pessoas morram dessa forma todos os anos no mundo. No Brasil, os registros também preocupam: a taxa vem crescendo, especialmente entre jovens, idosos e populações vulneráveis.
O que dizem os especialistas ouvidos pelo Revista Cariri
Para especialistas em saúde mental, o silêncio e o preconceito ainda são barreiras que dificultam a prevenção. A psicóloga clínica Mariana Alves explica que falar sobre o tema é essencial: “O mito de que conversar sobre suicídio incentiva a prática é falso. Pelo contrário, abrir espaço para o diálogo pode salvar vidas, pois permite que a pessoa em sofrimento se sinta acolhida.”
O psiquiatra Ricardo Moura complementa que a falta de acesso a tratamento adequado também é um fator agravante: “Precisamos investir em políticas públicas que garantam atendimento psicológico e psiquiátrico acessível. Muitas pessoas não procuram ajuda porque não têm condições financeiras ou desconhecem os serviços gratuitos disponíveis.”
Rede de apoio e acolhimento
Além do tratamento profissional, especialistas reforçam a importância da rede de apoio formada por familiares, amigos e comunidades. Estar atento a sinais como mudanças bruscas de comportamento, isolamento, frases de desesperança e uso abusivo de álcool ou drogas pode fazer diferença.
“Escutar sem julgamentos é um gesto simples, mas poderoso. Muitas vezes, a pessoa não precisa de respostas prontas, mas de alguém que a ouça com empatia”, ressalta a psicóloga Mariana.
Caminhos para o futuro
Para os especialistas, a prevenção passa por três pilares fundamentais: educação, acesso a cuidados em saúde mental e redução do estigma. Também destacam que escolas, empresas e instituições religiosas podem se tornar aliadas importantes ao promover palestras, rodas de conversa e campanhas de conscientização.
Origem da campanha
O Setembro Amarelo começou nos EUA, quando o jovem Mike Emme, de 17 anos, cometeu suicídio, em 1994.
Mike era um rapaz muito habilidoso e restaurou um automóvel Mustang 68, pintando-o de amarelo. Por conta disso, ficou conhecido como “Mustang Mike”. Seus pais e amigos não perceberam que o jovem tinha sérios problemas psicológicos e não conseguiram evitar sua morte.
No dia do velório, foi feita uma cesta com muitos cartões decorados com fitas amarelas. Dentro deles tinha a mensagem “Se você precisar, peça ajuda.”. A iniciativa foi o estopim para um movimento importante de prevenção ao suicídio, pois os cartões chegaram realmente às mãos de pessoas que precisavam de apoio.
Em consequência dessa triste história, foi escolhido como símbolo da luta contra o suicídio, o laço amarelo.
Onde buscar ajuda
• No Brasil, o CVV (Centro de Valorização da Vida) atua de forma gratuita e sigilosa pelo número 188 ou pelo site.
• Postos de saúde e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) também oferecem atendimento especializado.
Por Heloísa Mendelshon










