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Ivermectina é bom para piolho, não para Covid-19; entenda o que se sabe

O medicamento é um antiparasitário, muito usado para controle de piolho, pulgas e carrapatos em animais, incluindo seres humanos, e algumas verminoses

27 de dezembro de 2020
Ivermectina é bom para piolho, não para Covid-19; entenda o que se sabe

(Foto: iStock)

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Não existe, até agora, remédio conhecido capaz de evitar a infecção pelo vírus Sars-CoV-2, de garantir que os sintomas sejam leves, uma vez que a doença esteja instalada, ou de garantir que pessoas contaminadas tornem-se menos contagiosas. Este é um fato médico tão bem estabelecido quanto, por exemplo, o de que não se deve receitar aspirina para pacientes de dengue.

A despeito disso, chegam de toda parte notícias de médicos receitando freneticamente o antiparasitário ivermectina para pacientes com suspeita de Covid-19, e de pessoas achando que estão protegidas da doença porque se submetem a um regime semanal do mesmo medicamento —protegidas ao ponto de decidirem ir para a balada como se não houvesse amanhã (e, assim, trabalhando para que realmente não haja). É um tsunami de erro, negligência e autoengano.

Só para deixar claro: ivermectina é inútil contra Covid-19.

Como você sabe?
A ivermectina é um antiparasitário, muito usado para controle de piolho, pulgas e carrapatos em animais, incluindo seres humanos, e algumas verminoses. Atua no sistema nervoso central de animais invertebrados, provocando paralisia muscular. A dose recomendada, em geral, não ultrapassa 200 μg/kg, isto é, 200 microgramas por quilograma de peso corporal do paciente, e o medicamento costuma ser usado em dose única.

Nas doses recomendadas, o fármaco não chega no sistema nervoso central de mamíferos, e por isso é muito bem tolerado. Para algumas raças de cães, no entanto, por causa de uma mutação genética, a droga é extremamente tóxica, exatamente por atacar o sistema nervoso.

A fama do remédio de piolho nesta pandemia teve início com um estudo feito por pesquisadores da Monash Univeristy, na Austrália, divulgado em abril e que mostrou atividade antiviral in vitro, ou seja, em cultura de células.

No caso, células Vero, o mesmo tipo, aliás, em que a cloroquina “funciona”. Os problemas começam aí: primeiro, praticamente qualquer coisa —sal de cozinha, água e sabão— é capaz de impedir replicação de vírus em células cultivadas; o organismo humano é um ambiente muito mais complexo.

Segundo, células Vero, derivadas de rins de macacos, são muito diferentes das células pulmonares, onde o Sars-CoV-2 causa mais estrago. Já está provado que a cloroquina, por exemplo, não funciona contra o vírus em células pulmonares humanas.

Terceiro, a quantidade de medicamento necessária para inativar metade ou mais dos vírus presentes, mesmo nas células derivadas de macaco, é enorme, correspondendo a uma verdadeira overdose. Existe pelo menos um estudo, já publicado, mostrando que as doses necessárias para inibir vírus são inatingíveis em humanos, e outro que indica que nem mesmo uma dose dez vezes maior que a aprovada como segura para uso em pessoas tem qualquer chance de atacar o vírus no organismo humano.

A própria universidade australiana dos responsáveis pelo trabalho que lançou a moda do antiparasitário publicou um aviso para que as pessoas não usem ivermectina contra Covid-19. O alerta diz que “ivermectina não pode ser usada em humanos contra Covid-19” e que “o potencial da ivermectina para combater Covid-19 ainda não foi comprovado”.

Depois da publicação original do grupo australiano, inúmeras equipes de cientistas de todo o mundo correram para testar ivermectina em pacientes de Covid-19, ou com suspeita de Covid-19. Em novembro, o periódico científico da Sociedade Canadense de Ciências Farmacêuticas publicou uma avaliação do material produzido sobre o assunto, concluindo que, embora haja resultados a favor do fármaco, esse material “deve ser tratado com cautela, porque a qualidade da evidência é muito baixa”.

Falso positivo
Um ponto crucial e que talvez escape, até mesmo, a muitos médicos, é que estudos de má qualidade tendem a gerar resultados falsamente positivos. É fácil entender o porquê: ninguém (ou quase ninguém) decide estudar um medicamento achando que ele não funciona. Muitos estudos começam como expressões de esperança.

Se cuidados extremos não forem tomados para garantir a qualidade da pesquisa, essa esperança acaba contaminando o resultado de inúmeras formas, que vão desde a seleção dos pacientes voluntários, até decisões técnicas como quantas casas decimais levar em consideração na hora de calcular uma estatística. Um estudo de má qualidade quase sempre diz o que o autor quer ouvir.

Somando os resultados de boa qualidade que mostram que o antiparasitário não tem praticamente nenhuma chance de funcionar contra vírus no corpo humano à baixa qualidade dos poucos resultados positivos que existem, e reconhecendo o fato de que estudos ruins com desfecho positivo tendem, geralmente, a apresentar conclusões falsas, o que sobra é a constatação de que não há motivo para achar que a ivermectina faça sequer cosquinha na Covid-19.

Mas funcionou para mim!
A Covid-19 é uma doença da qual mais de 90% dos pacientes se recupera sem sofrer maiores consequências. Qualquer remédio apresentado como profilático ou redutor de sintomas vai acabar surfando na onda —roubando o crédito— do que é, na verdade, uma simples recuperação natural.

Se aos casos de recuperação espontânea de pacientes confirmados de Covid-19 adicionarmos os casos “suspeitos” —gente que na verdade teve só uma crise alérgica ou um resfriado comum—, a falsa estatística do “sucesso” da ivermectina realmente explode.

Atribuir o fato de não pegar Covid-19, ou não ter complicações da doença, ao uso de qualquer fármaco faz tanto sentido quanto atribuir o fato de nunca ter sido atropelado atravessando a rua a um amuleto da sorte. A verdade é que a maioria esmagadora das pessoas que atravessam ruas nunca são atropeladas, com ou sem amuletos.

Brasil brasileiro
O antiparasitário brilhou no céu da pátria em 11 de junho, quando o presidente Jair Bolsonaro anunciou que “temos agora um novo remédio que parece ser melhor ainda do que a cloroquina: a ivermectina”. Logo o medicamento estava sendo incluído em kits supostamente profiláticos de norte a sul do país.

Um exemplo é a cidade catarinense de Itajaí, que gastou pelo menos R$ 4,4 milhões só nesses comprimidos (a prefeitura local também apostou em cloroquina e homeopatia contra a Covid-19). Os resultados foram pífios, para não dizer trágicos: a cidade tem o quarto maior número de mortes do estado e o dobro de Chapecó, cidade com população quase igual.

Enquanto a taxa de mortes por 100 mil habitantes em Chapecó (população, 220,3 mil) é de 49, em Itajaí (população, 219,5 mil) é de 100. Outras cidades catarinenses com entre 200 mil e 300 mil habitantes, São José (246,5 mil) e Criciúma (215,5 mil) têm taxas de mortalidade de Covid-19 por 100 mil habitantes de 66 e 77, respectivamente.

No momento, as correntes de WhatsApp e o desejo de ter um salvo-conduto para as festas de fim de ano vão mantendo o mito da ivermectina vivo. Quem corre o risco de perder a vida é quem se fia nele.

Por Natalia Pasternak. Pesquisadora visitante do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, presidente do Instituto Questão de Ciência, “fellow” do Comitê para Investigação Cética (CSI) dos Estados Unidos e coautora do livro “Ciência no Cotidiano” (Editora Contexto)

Carlos Orsi. Jornalista, editor-chefe da Revista Questão de Ciência e coautor do livro “Ciência no Cotidiano” (Editora Contexto)

Fonte: Viva Bem/UOL (Via Revista Questão de Ciência)

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