Um movimento global chamado “Fevereiro Sem Celular” (Phone Free February) convida pessoas em todo o mundo a reduzir drasticamente ou até abandonar o uso do celular ao longo do mês de fevereiro. A iniciativa busca estimular uma reflexão profunda sobre a relação com a tecnologia, propondo um detox digital que permita aos participantes recuperar o controle sobre o próprio tempo, produtividade e bem-estar.
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🧭 Origem e proposta do movimento
Inspirada em campanhas como o Janeiro Seco ou Janeiro Sem Álcool, que incentivam a abstinência de bebidas alcoólicas por um mês, a iniciativa aposta na ideia de uma pausa estratégica no uso do smartphone. O objetivo é ajudar os participantes a perceberem o impacto que o aparelho exerce em sua rotina diária, desde o trabalho até o lazer.
Segundo a Global Solidarity Foundation, organização responsável pela campanha, os smartphones são projetados para manter os usuários “presos” às telas. A fundação afirma que, em média, as pessoas checam seus celulares 221 vezes por dia, o que evidencia o nível de dependência criado pelo design dos aplicativos e notificações.
Jacob Warn, representante da fundação, declarou ao jornal The Washington Post que a campanha pretende levar as pessoas a questionarem para que realmente usam o celular no dia a dia. Ele reconhece, porém, que um afastamento completo pode não ser viável para todos, especialmente para quem depende do aparelho para trabalhar. Por isso, a organização sugere alternativas, como:
• Reduzir o uso de redes sociais
• Diminuir o envio e a leitura de mensagens durante momentos de lazer
• Estabelecer períodos do dia livres de telas
🧠 Impactos na saúde mental
A preocupação com a saúde mental é um dos pilares do “Fevereiro Sem Celular”. Estudos e especialistas apontam que o uso excessivo de smartphones está associado a:
• Maiores taxas de ansiedade
• Depressão
• Distúrbios do sono
• Isolamento social
Também é citado como um dos fatores relacionados ao aumento de casos de autolesão entre adolescentes e jovens adultos, tema que tem mobilizado educadores e profissionais da saúde em vários países.
Emily Hemendinger, professora assistente de psiquiatria da Escola de Medicina da Universidade do Colorado, afirma que o detox digital pode trazer benefícios, mas ressalta que os efeitos variam de pessoa para pessoa. Citada no site da fundação, ela destaca que o ideal é que o período sem celular sirva para repensar hábitos a longo prazo, e não apenas como uma pausa temporária interrompida ao fim do mês.
📱 O tempo gasto diante das telas
Dino Ambrosi, fundador do Project Reboot, programa educacional que auxilia jovens a lidarem melhor com o mundo digital, alerta para o domínio que os smartphones exercem sobre o tempo livre. Segundo ele, se um jovem de 18 anos nos Estados Unidos viver até os 90 anos, 93% do seu tempo livre será passado olhando para telas, o que reforça a dimensão do desafio enfrentado pela nova geração.
Por Bruno Rakowsky







