A baixa umidade do ar registrada em diversas regiões do Ceará tem preocupado especialistas e órgãos de saúde. O fenômeno, comum no segundo semestre do ano, pode agravar doenças respiratórias como rinite alérgica, asma, bronquite crônica e enfisema, além de condições mais raras, como bronquiectasia e fibrose cística.
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Segundo o pneumologista e intensivista Felipe Veronesi, os quadros de risco são diagnosticados quando a umidade relativa do ar cai abaixo de 50%.
🌡️ Situação no Estado
De acordo com o meteorologista Agustinho Brito, da Funceme (Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos), a escassez de chuvas típica do segundo semestre provoca índices críticos, especialmente no Interior.
📍 Nesta quarta-feira (13), os menores valores foram:
• Morada Nova: 21% (às 17h)
• Crateús: 26%
• Iguatu: 28,9%
• Aiuaba: 29,5%
Esses índices são considerados situação de alerta pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda atenção redobrada quando a umidade cai abaixo de 30%.
Brito lembra que o período conhecido como “B-R-O-Bró” (setembro a novembro) é o mais crítico, afetando principalmente o Sertão Central e Inhamuns, Jaguaribe e Cariri.
🌬️ Por que a umidade cai?
A baixa umidade está diretamente ligada ao aumento da temperatura. Quanto mais quente o ar, menor sua capacidade de reter vapor d’água.
Durante a quadra chuvosa, sistemas como os Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis (VCAN), a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e as Ondas de Leste ajudam a manter a umidade. Já no segundo semestre, esses fenômenos se afastam ou não atingem o Estado, reduzindo a nebulosidade e a umidade relativa do ar.
A Funceme emite alertas sempre que os níveis ficam abaixo de 20%, disponíveis no site oficial, aplicativo Funceme Tempo e redes sociais da Fundação e da Defesa Civil.
Impactos na saúde
O médico Felipe Veronesi explica que os grupos mais vulneráveis são crianças, idosos acima de 65 anos e pessoas com doenças respiratórias.
Ele recomenda cuidados simples, como:
• Colocar toalhas úmidas ou um balde com água no quarto ao usar ar-condicionado.
• Evitar atividades físicas nas horas mais quentes; preferir manhãs ou noites.
• Hidratar-se bem e evitar respirar pela boca.
“Você umidifica naturalmente o espaço do seu quarto e do seu ambiente de dormir com esse sistema, o que ajuda especialmente quem sofre de asma ou outras condições respiratórias”, orienta Veronesi.
O clínico acrescenta que é fundamental acompanhamento médico com pneumologista, otorrino, clínico-geral, geriatra ou pediatra, conforme a faixa etária, principalmente diante de sintomas como congestão nasal persistente.
☀️🌧️ Previsão do tempo
A Funceme prevê, para este domingo (17), redução da nebulosidade em todo o Estado. Ainda há chance de chuvas fracas e passageiras no Sertão Central e Inhamuns, Maciço de Baturité, Litoral de Fortaleza e Litoral do Pecém entre a madrugada e o início da manhã.
📊 Previsões meteorológicas:
• Umidade relativa do ar: entre 20% e 30% no período da tarde (domingo e segunda-feira).
• Temperaturas máximas: de 33 °C a 36 °C em regiões como Jaguaribana, Cariri, Sertão Central, Inhamuns e Litoral Norte.
• Temperaturas mínimas: de 16 °C a 19 °C em áreas serranas, no final da madrugada.
• Ventos: velocidade média de 18 km/h a 36 km/h, com rajadas de até 50 km/h em áreas litorâneas e serranas.
Por Heloísa Mendelshon










