Os cuidados com a saúde vão além do tratamento físico. No Hospital Regional do Cariri (HRC), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), o serviço de Psicologia Hospitalar atua em conjunto com equipes multiprofissionais para garantir uma atenção integral aos pacientes. O objetivo é acolher aspectos emocionais que acompanham o processo de adoecimento e que podem influenciar diretamente na recuperação.
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Segundo a psicóloga Judithe de Almeida, muitas vezes a doença física desencadeia ou agrava sofrimentos emocionais: “Às vezes o próprio adoecimento físico traz uma espécie de prejuízo emocional ou acentua aquela experiência de adoecimento emocional que a pessoa já traz. Atuamos no sentido de oferecer um suporte emocional para esse paciente, por meio de um espaço de fala, para que ele consiga externalizar como está sendo a experiência do adoecimento”, explica.
💬 Paciente aprova experiência inédita
O agricultor C.A.R., de 57 anos, morador de Lavras da Mangabeira, foi internado no HRC por complicações de uma pneumonia. Durante o tratamento, recebeu pela primeira vez atendimento psicológico.
🗣️ “Eu achei bom demais, porque é mais uma porta se abrindo para a saúde. E a psicologia eu acho que ela faz parte do tratamento também, é muito necessária”, afirmou.
👨👩👧Acolhimento também para a família
A psicóloga Roziane Freitas, que também integra a equipe, destaca que a atenção vai além do paciente: “Entendemos que o adoecimento afeta o paciente, mas ele repercute emocionalmente também em seus familiares. Então, a gente acolhe o paciente, a família, e facilita essa comunicação, entre família e equipe”, explica.

🎯 Principais demandas e benefícios
Os atendimentos psicológicos são mais comuns em situações como:
• amputação de membros;
• cuidados paliativos;
• crises de ansiedade ou transtornos prévios;
• quadros depressivos desencadeados durante a hospitalização.
Nesses casos, o trabalho das psicólogas busca oferecer segurança, confiança e melhor adesão ao tratamento.
🗣️ “Nosso trabalho não é de convencimento, mas de escuta e acolhimento. O paciente precisa se sentir seguro com a equipe e compreender o que está acontecendo e o porquê das condutas e procedimentos”, reforça Judithe.
Os resultados são positivos: maior autonomia e participação dos pacientes em seus próprios tratamentos.
🗣️ “Percebemos não só uma sensação de alívio pelo espaço de fala, mas também uma sensibilização de consciência e de autonomia sobre o próprio processo de tratamento”, acrescenta Judithe.
Já Roziane completa: “Após o atendimento, vemos o quanto o diálogo pode minimizar muitas angústias que são vivenciadas”.
Por Heloísa Mendelshon










