A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (2) a indicação da semaglutida para o tratamento do risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC). A recomendação é válida para adultos com doença cardiovascular estabelecida, além de pessoas com obesidade ou sobrepeso.
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🧬 Ampliação das indicações
A decisão amplia as recomendações de uso da semaglutida, princípio ativo dos medicamentos Wegovy e Ozempic, produzidos pela farmacêutica Novo Nordisk. Os remédios ficaram populares pelos resultados rápidos no tratamento da obesidade, embora tenham sido desenvolvidos inicialmente para o controle do diabetes.
Com a nova autorização, médicos passam a poder prescrever os medicamentos também para a redução de riscos cardiovasculares, conhecidos como eventos cardiovasculares adversos maiores, como infartos e AVCs.
Atualmente, os preços do Ozempic e do Wegovy variam entre R$ 825 e R$ 1.799, dependendo da dosagem. Os medicamentos não são disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
📊 Evidências científicas
Segundo a Anvisa, um estudo apresentado pela fabricante para solicitar a nova indicação apontou que, quando associada a uma dieta hipocalórica e ao aumento da atividade física, a semaglutida reduziu de forma significativa a ocorrência de eventos cardiovasculares. A agência, no entanto, não detalhou publicamente os resultados específicos utilizados como base para a decisão.
Mesmo assim, os medicamentos podem contribuir para a redução dos elevados índices de infarto e AVC no Brasil, que resultam em cerca de 400 mil mortes por ano.
🩺 Nova indicação para pacientes renais
A Anvisa também autorizou a indicação do Ozempic para o tratamento de pessoas com diabetes tipo 2 e doença renal crônica, duas condições frequentemente associadas.
A agência cita um levantamento da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), de 2024, que mostra que 29% dos pacientes em diálise no Brasil são diabéticos.
O diabetes é a principal causa de doença renal crônica no mundo. A elevação prolongada da glicose no sangue provoca danos aos vasos sanguíneos dos rins, responsáveis pela filtragem do sangue.
“De acordo com o estudo apresentado pelo fabricante, o uso do medicamento, em conjunto com a terapia padrão da doença, reduziu de maneira relevante a progressão da insuficiência renal e as mortes causadas por eventos cardiovasculares adversos maiores”.
Por Bruno Rakowsky







