A Universidade Regional do Cariri (URCA), por meio do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens e do Geopark Araripe, realizou a apresentação oficial do holótipo fóssil Mesoproctus rowlandi, um exemplar de mais de 100 milhões de anos, devolvido ao Brasil após processo internacional de repatriação. A peça, considerada de grande valor científico, foi entregue à instituição durante uma solenidade realizada no Chile e já integra o acervo do Museu de Paleontologia, em Santana do Cariri.
Curta, siga e se inscreva nas nossas redes sociais:
Facebook | X | Instagram | YouTube | Bluesky
Sugira uma reportagem. Mande uma mensagem para o nosso WhatsApp.
Entre no canal do Revista Cariri no Telegram e veja as principais notícias do dia.
O fóssil ficou exposto ao público nesta segunda-feira (13), na sede do Geopark Araripe, no Crato, e segue nesta terça-feira (14) para Santana do Cariri, onde permanecerá em exibição permanente no Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens.
✅ Operação de repatriação internacional
A repatriação foi coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores, com participação ativa do Museu de Paleontologia, do Geopark Araripe e apoio da Procuradoria-Geral da República. Também houve colaboração do Serviço Geológico do Reino Unido, do Geopark Mundial da UNESCO Cuilcagh Lakelands e do Governo do Estado do Ceará.

🗣️ Reitor destaca relevância científica
O reitor da URCA, Carlos Kleber de Oliveira, destacou o esforço da universidade na recuperação do patrimônio paleontológico da região: “Esse processo é resultado de muito trabalho científico e diplomático. A repatriação desse fóssil soma-se a outras já realizadas da França, Alemanha, Itália, Inglaterra e agora da Irlanda do Norte. Agora começa a pesquisa para compreendermos a história que esse material carrega.”
Ele ressaltou ainda o reconhecimento internacional da equipe científica da URCA: “Somos hoje referência mundial em identificação e comprovação de origem de fósseis em processos judiciais.”
🤝 Trabalho conjunto
A secretária da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará, Sandra Monteiro, reforçou o valor da união institucional: “Esse é um momento simbólico para o Ceará. É a reafirmação da importância do trabalho conjunto para proteger nossa riqueza científica e histórica.”
🌍 UNESCO reconhece referência mundial
Participando de forma virtual, o geólogo Artur Sá, presidente da Rede Mundial de Geoparques da UNESCO, destacou: “O Cariri hoje é exemplo global na proteção do patrimônio paleontológico. Cada repatriação representa justiça histórica — estamos resgatando parte da memória da Terra.”
🔬 Material único no mundo
O fóssil estava no Museu de Ulster, na Irlanda do Norte, desde 1996. O Mesoproctus rowlandi, descrito em 1998 pelo pesquisador Dunlop, é originário da Formação Crato, mundialmente conhecida pelos sítios fossilíferos da Bacia Sedimentar do Araripe.
✅ Holótipo – peça única, usada como referência mundial para descrição de espécies
✅ Grupo extremamente raro – apenas 12 espécies descritas no planeta
✅ Importância científica – contribui para estudos paleobiológicos e evolução artrópode
Além de proteção pela legislação brasileira, a peça também é amparada pela Convenção da UNESCO contra tráfico e transferência ilícita de bens culturais.

🏛️ Repatriação faz parte de esforço contínuo
O secretário nacional da Ciência e Tecnologia, Inácio Arruda, comemorou: “Este é um passo importante para reparar nossa história científica. É hora de trazer de volta tudo o que saiu ilegalmente do Brasil.”
Recentemente, o Museu de Paleontologia repatriou 998 peças da França, totalizando 2,5 toneladas de fósseis. Desse total, 50 foram doadas ao Museu Nacional, no Rio de Janeiro, reforçando a reconstrução do acervo destruído pelo incêndio de 2018.
Por Nicolas Uchoa










