O Banco do Brasil (BB) enviou um ofício à Advocacia-Geral da União (AGU) denunciando a disseminação de fake news nas redes sociais, que, segundo a instituição, podem gerar pânico bancário e comprometer a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional.
Curta, siga e se inscreva nas nossas redes sociais:
Facebook | X | Instagram | YouTube | Bluesky
Sugira uma reportagem. Mande uma mensagem para o nosso WhatsApp.
Entre no canal do Revista Cariri no Telegram e veja as principais notícias do dia.
De acordo com o documento, os ataques começaram na última terça-feira (19). Um dos conteúdos citados foi um vídeo publicado no dia seguinte pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que afirmou que o BB “será cortado das relações internacionais, o que o levará à falência”. O parlamentar possui mais de 1,7 milhão de seguidores no YouTube.
Além dele, o banco menciona publicações do deputado Gustavo Gayer (PL-GO) e do advogado Jeffrey Chiquini, apontando que os conteúdos incentivam uma corrida bancária infundada, ao estimular clientes a retirarem recursos de forma massiva, sem qualquer base factual.
⚖️ “Estratégia de coação e ameaça”
Segundo o ofício, há uma nova estratégia de desinformação com objetivo de colocar instituições financeiras contra o Supremo Tribunal Federal (STF).
“A nova estratégia consiste em coagir, ameaçar e colocar instituições financeiras integrantes do Sistema Financeiro Nacional, notadamente o Banco do Brasil, contra o Supremo Tribunal Federal”, afirma o documento.
📉 Riscos para a ordem econômica
O BB alerta que a propagação de informações falsas sobre supostas sanções internacionais e bloqueio de ativos de magistrados compromete não apenas o sistema bancário, mas também a ordem econômica, financeira e social do país.
De acordo com a instituição, esse tipo de narrativa coloca em risco o desenvolvimento equilibrado do Brasil e pode abalar a confiança da população nas instituições financeiras.
🛡️ Pedido de providências à AGU
Diante desse cenário, o Banco do Brasil solicitou que a AGU adote medidas jurídicas imediatas para conter a desinformação e preservar a integridade do sistema financeiro e das instituições democráticas.
Por Aline Dantas










