O corpo da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, foi entregue na madrugada desta quarta-feira (25) ao Hospital Bhayangkara, na cidade de Sembalun, Indonésia, após quase 15 horas de uma operação complexa de resgate no Monte Rinjani. Juliana morreu após cair em um penhasco durante uma trilha no último sábado (21). A informação foi confirmada pela administração do parque nacional onde fica o vulcão.
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De acordo com o chefe da Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia (Basarnas), marechal do ar Muhammad Syafi’i, o corpo da jovem foi localizado a cerca de 600 metros abaixo da trilha. O resgate não pôde ser feito por helicóptero devido ao mau tempo, e as equipes precisaram instalar pontos de ancoragem manualmente pelas rochas.
🔹 Linha do tempo da operação:
6h de quarta (horário local) | 17h de terça no Brasil: início do resgate no desfiladeiro.
• 13h51 (Lombok) | 2h51 (Brasília): Juliana e os agentes são içados até o topo.
• 15h50 (Lombok) | 4h50 (Brasília): comboio parte em direção ao hospital.
• 20h40 (Lombok) | 9h40 (Brasília): corpo é entregue à unidade de saúde.
Três equipes participaram diretamente do resgate, incluindo dois integrantes do esquadrão Rinjani — especializado em operações de risco em áreas montanhosas. Parte da operação foi registrada por montanhistas voluntários que auxiliaram no trabalho.
Um deles compartilhou nas redes sociais: “Não pude fazer muito, só consegui ajudar desta forma. Meus sentimentos à família da montanhista brasileira. Que suas boas ações sejam aceitas por Deus.”
🔹 Tragédia após abandono na trilha
Juliana caiu durante a madrugada do sábado (21), quando fazia a subida ao Monte Rinjani, segundo maior vulcão da Indonésia, acompanhada por outros turistas e dois guias. Ela teria sido deixada para trás após sentir cansaço, segundo denúncia da família e relatos do próprio guia à imprensa local. Quando os guias retornaram para procurá-la, Juliana já havia despencado do penhasco.
Nos dias seguintes, imagens feitas com drones mostraram a jovem imóvel, o que deu início a uma campanha internacional por seu resgate. Informações falsas sobre sua situação chegaram a ser divulgadas pelas autoridades locais e pela Embaixada do Brasil na Indonésia.
🔹 Perfil de Juliana
Natural de Niterói (RJ), Juliana Marins era formada em Publicidade e Propaganda pela UFRJ e atuava como dançarina de pole dance. Desde fevereiro, realizava um mochilão pela Ásia, passando por Filipinas, Vietnã, Tailândia e, por fim, Indonésia.
Por Nicolas Uchoa










