Em uma das finais mais emocionantes da história do futebol feminino sul-americano, o Brasil sagrou-se campeão da Copa América Feminina 2025, na tarde desta sexta-feira (1º), ao vencer a Colômbia nos pênaltis por 5 a 4, após um empate eletrizante por 4 a 4 no tempo normal e na prorrogação. A decisão foi disputada no Estádio Casa Blanca, em Quito, no Equador, e coroou mais uma vez a hegemonia brasileira no torneio, com nove títulos em dez edições disputadas.
Curta, siga e se inscreva nas nossas redes sociais:
Facebook | X | Instagram | YouTube | Bluesky
Sugira uma reportagem. Mande uma mensagem para o nosso WhatsApp.
Entre no canal do Revista Cariri no Telegram e veja as principais notícias do dia.
A final foi marcada por reviravoltas, golaços, brilho de estrelas como Marta e Linda Caicedo, e uma atuação decisiva da goleira Lorena, que defendeu o pênalti derradeiro da zagueira Carabalí, garantindo a taça para o Brasil.
⚽ Primeiro tempo: VAR, emoção e equilíbrio
A Colômbia saiu na frente com um belo gol da jovem Linda Caicedo, aos 24 minutos, após jogada construída com Izquierdo e Mayra Ramírez. Com dificuldades em campo, o técnico Arthur Elias mexeu no time ainda no primeiro tempo, fazendo três substituições.
No último lance antes do intervalo, a zagueira Carabalí acertou a cabeça de Gio Garbelini dentro da área. Após revisão no VAR, a árbitra Dione Rissios marcou pênalti. A capitã Angelina cobrou com precisão e empatou: 1 a 1.
⏱️ Segundo tempo: viradas, drama e emoção
O Brasil começou melhor na etapa final, mas viu a zagueira Tarciane marcar contra, ao recuar mal uma bola para Lorena: Colômbia 2 a 1, aos 23 minutos.
Aos 34, a atacante Amanda Gutierres, artilheira do torneio ao lado da paraguaia Claudia Martínez, empatou com um golaço de esquerda, após belo domínio no peito: 2 a 2.
Mas a Colômbia voltou a liderar aos 42 minutos, com Mayra Ramírez concluindo um contra-ataque iniciado por Linda Caicedo com frieza.
Nos acréscimos, brilhou a estrela de Marta. A camisa 10 pegou um rebote dentro da área e chutou de esquerda para empatar novamente: 3 a 3. Um golaço no último lance do tempo regulamentar.
⏱️ Prorrogação: Marta de novo, Leicy responde
Na prorrogação, Marta marcou mais uma vez. Aos 14 minutos do primeiro tempo extra, ela aproveitou cruzamento e finalizou de pé direito para colocar o Brasil pela primeira vez na frente: 4 a 3.
Mas a Colômbia não desistiu. No segundo tempo da prorrogação, aos 9 minutos, Leicy Santos cobrou falta com perfeição no ângulo, deixando tudo igual: 4 a 4. A decisão foi para os pênaltis.
🧤 Pênaltis: redenção, drama e heroísmo
Nas cobranças, a emoção continuou. Angelina perdeu a primeira cobrança brasileira. Paví, da Colômbia, mandou por cima, mantendo tudo igual.
A zagueira Mariza converteu a segunda, e Leicy Santos parou em Lorena, que já havia sido decisiva nos Jogos Olímpicos de Paris em 2024. O Brasil teve a chance de encerrar com Marta, mas a rainha bateu rasteiro e facilitou a defesa da goleira Kathe Tapia.
Com a sequência empatada, vieram os pênaltis alternados. E o destino quis que Carabalí, responsável pelo pênalti no primeiro gol do Brasil, fosse a última a bater. Lorena, com frieza e precisão, defendeu mais uma vez e selou a vitória brasileira.
🏆 Brasil heptacampeão com brilho coletivo
A conquista marca o nono título do Brasil na Copa América Feminina. Desde a criação do torneio, em 1991, apenas a Argentina conseguiu interromper o domínio brasileiro, em 2006.
Por Nágela Cosme










