Entraram em vigor nesta segunda-feira (2) as novas regras de segurança do Pix definidas pelo Banco Central (BC), com foco na recuperação mais rápida dos valores transferidos de forma indevida e no fortalecimento do combate a golpes, fraudes e casos de coerção.
Curta, siga e se inscreva nas nossas redes sociais:
Facebook | X | Instagram | YouTube | Bluesky
Sugira uma reportagem. Mande uma mensagem para o nosso WhatsApp.
Entre no canal do Revista Cariri no Telegram e veja as principais notícias do dia.
As mudanças atualizam o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que passa a permitir um acompanhamento mais eficiente do caminho percorrido pelo dinheiro, inclusive quando os recursos são rapidamente transferidos para outras contas, prática comum em crimes financeiros.
📌 Rastreamento e recuperação de valores
Com o novo modelo, os recursos poderão ser rastreados mesmo após múltiplas transferências, o que amplia significativamente a possibilidade de bloqueio e devolução. A expectativa do Banco Central é aumentar de forma expressiva a taxa de recuperação dos valores e reduzir o sucesso das fraudes.
Especialistas estimam que as mudanças podem diminuir em até 40% o número de golpes considerados bem-sucedidos, tornando o sistema mais seguro para os usuários.
🔄 Integração entre instituições
Outra frente importante é o reforço da integração entre bancos, instituições de pagamento e órgãos de segurança. A comunicação passa a ser mais ágil e automática, facilitando o rastreio dos recursos e o bloqueio de contas suspeitas.
Também foi ampliado o uso do autoatendimento nos aplicativos, permitindo que o próprio usuário faça a contestação de forma simples e rápida, sem necessidade de contato humano inicial.
O Banco Central esclarece que o MED só deve ser acionado em caso de fraude, suspeita de fraude ou erro operacional das instituições financeiras. A ferramenta não pode ser utilizada em situações em que o próprio usuário tenha enviado o Pix para um destinatário errado por engano.
🆕 O que muda com as novas regras do Pix
• MED passa a ser obrigatório: todos os bancos e instituições de pagamento que operam o Pix devem adotar a versão 2.0 do Mecanismo Especial de Devolução.
• Rastreamento do dinheiro entre contas: a devolução não fica mais restrita à conta que recebeu inicialmente o valor. O sistema passa a acompanhar transferências para contas intermediárias.
• Bloqueio automático de contas suspeitas: contas com denúncia de fraude podem ser bloqueadas de forma imediata, antes mesmo da conclusão da análise.
• Prazo menor para devolução: o Banco Central estima que os valores possam ser recuperados em até 11 dias após a contestação.
• Compartilhamento de informações: bancos passam a trocar dados sobre o caminho do dinheiro, facilitando o bloqueio e a restituição dos recursos.
• Autoatendimento para contestação: a vítima pode solicitar a devolução diretamente pelo aplicativo do banco.
🛑 O que o correntista deve fazer em caso de golpe
• Contestar a transação o quanto antes pelos canais oficiais do banco;
• A instituição de origem comunica a instituição recebedora em até 30 minutos;
• Os recursos são bloqueados na conta do suspeito;
• As instituições analisam o caso;
• Se confirmada a fraude, o valor é devolvido;
• Se não houver indícios, o dinheiro é liberado ao recebedor.
Criado em 2021, o MED é um dos principais pilares de segurança do Pix. Com as novas regras, o Banco Central espera desestimular o uso recorrente de contas para crimes financeiros e ampliar a proteção dos usuários do sistema de pagamentos instantâneos.
Por Aline Dantas









