Os impactos da nova tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026 já começaram a ser sentidos nos contracheques de fevereiro por trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês, faixa que passa a ser totalmente isenta do tributo. A medida, anunciada pelo governo federal, beneficia cerca de 16 milhões de brasileiros, entre assalariados com carteira assinada, servidores públicos e aposentados.
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💰 Isenção e redução gradual do imposto
Além da isenção integral para quem ganha até R$ 5 mil mensais, a nova tabela prevê uma redução progressiva do imposto para rendas de até R$ 7.350. As alterações valem para os salários pagos a partir de janeiro de 2026, com reflexo direto no pagamento de fevereiro.
Para o economista Ricardo Marrocos, especialista em finanças públicas e política fiscal, a medida tem efeito imediato no consumo. “Ao ampliar a faixa de isenção, o governo aumenta a renda disponível das famílias, o que tende a estimular a economia no curto prazo e aliviar a pressão sobre o orçamento doméstico”, avalia.
📊 Compensação fiscal e imposto mínimo
A renúncia fiscal estimada com a ampliação da isenção é de R$ 25,4 bilhões. Segundo o Ministério da Fazenda, esse valor será compensado pela criação do Imposto de Renda Pessoa Física Mínimo (IRPF Mínimo), que atinge aproximadamente 141 mil contribuintes de alta renda.
O novo imposto prevê alíquota progressiva de até 10% para rendas mensais acima de R$ 50 mil e uma alíquota mínima efetiva de 10% para rendimentos superiores a R$ 1,2 milhão por ano. Entram no cálculo salários, lucros, dividendos e aplicações financeiras tributáveis.
Na avaliação de Marrocos, a mudança busca maior equilíbrio no sistema. “A lógica do imposto mínimo é garantir que grandes rendas contribuam de forma proporcional, corrigindo distorções históricas da tabela do IR”, explica ao Revista Cariri.
🧾 Declaração do IR e cuidados dos contribuintes
Para a declaração do Imposto de Renda, nada muda em 2026, que será entregue em maio deste ano. O benefício só será refletido na declaração de 2027, referente aos rendimentos de 2026.
Quem possui múltiplas fontes de renda pode precisar complementar o imposto, mesmo que cada uma esteja abaixo do limite de R$ 5 mil. O economista recomenda atenção redobrada. “É fundamental conferir os informes de rendimentos e utilizar a declaração pré-preenchida da Receita Federal para evitar inconsistências e surpresas no ajuste anual”, orienta Marrocos.
📌 Deduções permanecem inalteradas
As principais deduções continuam as mesmas, incluindo:
• R$ 189,59 mensais por dependente;
• Desconto simplificado de até R$ 607,20 por mês.
A nova tabela completa do Imposto de Renda já está disponível para consulta no site da Receita Federal.
Por Fernando Átila








