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O canudo de Taizinha – Por J. Flávio Vieira

Colunista escreve semanalmente no Revista Cariri

10 de dezembro de 2023
O canudo de Taizinha – Por J. Flávio Vieira

(Foto: Marek Studzinski/Unsplash)

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Nestes dias fui tomado de uma daquelas alegrias raras nas nossas vidas. Minha primeira neta recebeu o canudo de Bacharel em Medicina. Súbito me invadir a sensação de continuidade, da vida seguindo seu curso, de que outras mãos chegam para sustentar e carregar o andor nessa procissão da existência. Vi-me, imediatamente, arremessado a um passado de quase cinquenta anos, quando numa data parecida, recebi a graduação cheio de esperanças e perspectivas. Filho de professores, sustentado a duras penas na distante Recife, a formatura não dependeu apenas do meu esforço pessoal, mas da poupança inevitável do curto dinheirinho dos meus pais. Difícil imaginar o exercício de contorcionismo deles, em meio a tantas vicissitudes, para ter, por fim, um filho graduado em Medicina. Quando Taizinha subiu o palco e, gloriosa, empunhou seu diploma, sei que, de algum lugar especial e invisível, Seu Vieira e D. Ninette, devem ter reesboçado aquele mesmo sorriso rasgado de meio século atrás. É novamente a vida que se refaz e se reinventa, no seu moto contínuo. Mudaram alguns adereços, permutaram-se o cenário e o figurino, mas, no fundo, o roteiro é quase o mesmo, com as atualizações inevitáveis impressas pelo cair da areia na ampulheta.

Defenestra-se, claro, um novo mundo diante da minha neta. A Medicina teve um salto tecnológico imensurável nestes cinquenta anos. Adentramos o coração da genética, possibilitando a codificação do Genoma humano, a viabilidade das Células Tronco, a clonagem, a fertilização in vitro. A Revolução Digital imprimiu uma velocidade estonteante à informação e à comunicação. A pesquisa desenvolveu novos medicamentos de ponta, novas vacinas, novos transplantes e implantes, mas também criou novas doenças. A cirurgia evolui, montada na tecnologia digital e robótica, para horizontes menos invasivos. Moléstias até então invencíveis sofreram nocaute. As escolas médicas proliferaram: só no Ceará, anualmente, em torno de mil novos médicos são registrados no CRM. A maior parte, escolas privadas, de mensalidades estratosféricas, muito além do poder aquisitivo do grosso da população brasileira. E, muitas, sem a qualificação mínima necessária para ostentar o nome de Faculdade. No entorno dessa indústria, cicla um outro grande parque industrial envolvendo grandes empresas educacionais e hospitalares, farmacêuticas, de órteses e próteses e de diagnóstico e que utilizam meios mercadológicos e de marketing que não diferem daqueles que vendem sapatos e biscoitos. Na mesma proporção que pululam as escolas, reduzem-se as vagas de Residência e pós-graduação para especialidades médicas que se tornaram cada vez mais restritas e distantes de uma visão mais holística e universal da Medicina.

Sei que são outras eras, cada dia vem com suas próprias angústias e penas como vaticinou São Mateus. Cada carga de problemas traz consigo, em combo, suas soluções. Que venham o arsenal tecnológico, as novas descobertas, o conhecimento expandido pelas pesquisas. Que brilhem os novos medicamentos fabulosos junto com doenças misteriosas criadas em laboratórios. Esses avanços tranquilizam as gerações anteriores com a certeza de que a Medicina está evoluindo e em franco progresso. A essência da Arte Médica, no entanto, apesar do brilho incandescente da tecnologia, continua guardada entre o estetoscópio e o tensiômetro, na empática capacidade de tocar o coração do outro, de afastar a dor com um toque, com um sorriso e de plantar, nos ressequidos terrenos da alma, a frágil flor da esperança.

Por J. Flávio Vieira, médico e escritor. Membro do Instituto Cultural do Cariri (ICC). Agraciado com a Medalha do Mérito Bárbara de Alencar

*Este texto é de inteira responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Revista Cariri

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