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Ceará é o 2º no Nordeste em agressões a professores

Os dados são do Anuário de Brasileiro de Segurança Pública

13 de setembro de 2019
Ceará é o 2º no Nordeste em agressões a professores

Foto meramente ilustrativa

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“Você vai pagar pelo que fez. Eu te pego lá fora”. Palavras carregadas de fúria feriram o emocional de uma professora da rede municipal no Ceará. Após intervir em um conflito na sala de aula, ela foi ameaçada por uma das alunas. Episódios de intimidação por estudantes a docentes foram registrados por 1.501 diretores de escolas de ensino fundamental, em 2017. No universo de 3.880 gestores, o número representa 38,7%. Em casos extremos, quando os docentes se tornam vítimas de atentados à vida, 375 educadores entraram nas estatísticas. O dado, extraído do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, projeta o Estado como o 2º do Nordeste em números de casos, atrás apenas da Bahia, com 504 ocorrências.

O estudo obteve o resultado após a análise de questionários da Prova Brasil do Ministério da Educação (MEC). Diretores e professores de escolas que ofertam do 5º ao 9º ano responderam a pesquisa, totalizando 47.606 profissionais da educação. Entre gestores pedagógicos e educadores, 23.787 relataram não sofrer tentativas de morte, e outros 23.444 ficaram sem resposta. Os 375 docentes ameaçados equivalem a 0,8% do quantitativo integral de entrevistados. O Anuário, porém, não descreve como os alunos praticaram os atos infracionais.

A socióloga e coordenadora de Estudos e Políticas sobre a Juventude da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), Miriam Abramovay, referência em pesquisa sobre violência nas escolas, alerta que uma das mais relevantes informações contidas no levantamento é justamente o quantitativo dessa violência extrema: os casos de atentado à vida. De acordo com ela, embora os números pareçam ínfimos diante de um efetivo tão grande de profissionais, a gravidade dessas situações torna a quantidade bastante expressiva.

“É um tipo de violência mais grave. Fica uma incógnita. É preciso aprofundar e fazer estudos qualitativos desses professores e dessas situações. Embora sejam dados que, muitas vezes, representam menos de 2%, é muita coisa. É preciso procurar formas de aprofundar essa pesquisa e detectar o que aconteceu com essas pessoas”, ressalta.

Essa é a segunda vez que o Anuário Brasileiro de Segurança Pública traz dados sobre violência nas escolas. O levantamento agrega informações geradas na Prova Brasil, realizada a cada 2 anos. Na edição do Anuário de 2017 com dados referentes a 2016, 255 professores do Ceará afirmaram terem sofrido atentado à vida.

Caso
Para a professora ameaçada, lembrar do transtorno ocorrido em agosto de 2017 ainda provoca sensações de angústia e nervosismo. Mais de dois anos depois, a cena continua na memória. Tudo começou quando a aluna, que tinha comportamento hostil e descumpria horários com frequência, desrespeitou um colega já na primeira aula. Questionada sobre o motivo da agressão verbal, a menina retrucou aborrecida. A educadora insistiu na resposta com o intuito de entender a situação e solucionar o embate, mas a estudante voltou a se exaltar. Dessa vez, com xingamentos. Como consequência da conduta, a estudante foi retirada da sala e encaminhada à coordenação, que a obrigou a voltar à escola somente na presença dos pais.

“Minutos depois, uma funcionária chega na porta da sala com a mãe e a aluna. A mãe, que estava muito nervosa, já chegou falando que se eu tivesse a conhecido em outros tempos, ela ia quebrar a minha cara ali mesmo. Ela não queria saber o que a filha tinha feito e dava razão a ela”, descreve a professora, que não conseguiu dar aula naquele dia.

Núcleo gestor, professores, Secretaria da Educação e Conselho Tutelar resolveram decidir, em reunião, o procedimento mais adequado para a aluna. O grupo optou por transferir a garota para outra escola. O parecer, contudo, gerou ainda mais indignação em mãe e filha, que voltaram a dizer que a educadora “iria ver e pagar por tudo que estava fazendo”. Após serem retiradas da unidade, ambas ficaram no portão proferindo novas ameaças. “Me esperando, dizendo que iam quebrar a minha cara, me bater”.

Trauma
A professora precisou ser escoltada pela Polícia Militar para conseguir sair do colégio. Um Boletim de Ocorrência (B.O) foi registrado, mas a perseguição continuou. “Eu fui buscar o meu marido no trabalho e ela saiu correndo atrás de mim com pedras”, revela. O estresse foi tanto que a educadora adquiriu herpes labial e pressão alta. Para além dos sintomas físicos, a sensação de impotência. “Você se ver novamente numa situação dessa, fica tremendo, nervosa, com medo de acontecer de novo”, lamenta.

O psicólogo, doutor em Educação e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Pablo Pinheiro, destaca que, de modo geral, as pesquisas sobre violência da escola não se concentram nos crimes e agressões contra professores. Pesquisador da relação trabalho docente e saúde, ele enfatiza que o estudo dessa condição deve considerar as características da violência, que são os perpetuadores dessas ações, quais os fatores que de algum modo contribuem e quais as consequências. Um dos efeitos é que “a repercussão da violência tem uma incidência importante de quadro de depressão e transtornos relacionados à ansiedade”.

Além disso, ele alerta que no campo do trabalho, as agressões e ameaças geram “absenteísmo em relação ao professor e algumas vezes, inclusive, a propensão de desistir da própria profissão”.

O pesquisador explica, ainda, que a violência nas escolas tem várias dimensões e podem ser categorizadas em, pelo menos, três aspectos: assédio verbal; com deboches em sala, situações de racismo e insultos de cunho sexual, atentados contra a propriedade, quando estudantes atacam bens de professores como veículos, bolsas; e agressões físicas. A mais recorrente delas, afirma ele, são casos de assédio e ameaça.

Um dos mecanismos que pode ajudar a modificar esse cenário de violência, avalia o pesquisador, é o acolhimento e atuação da gestão escolar. “Quando o professor encontra suporte institucional dentro da escola para enfrentar essa situação de violência, com o diretor, com o coordenador, isso tende a moderar os efeitos da violência sobre o professor”.

Por Felipe Mesquita e Thatiany Nascimento

Fonte: Diário do Nordeste

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