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Anvisa registra seis mortes suspeitas e casos de pancreatite associados ao uso de canetas emagrecedoras no Brasil

Notificações envolvem medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1 desde 2018; especialistas reforçam importância de prescrição e acompanhamento médico

7 de fevereiro de 2026
Anvisa registra seis mortes suspeitas e casos de pancreatite associados ao uso de canetas emagrecedoras no Brasil

Canetas emagrecedoras têm alerta para pancreatite na bula (Foto: Samuel Pinheiro/Revista Cariri)

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Seis mortes suspeitas e 225 casos de pancreatite associados ao uso de canetas emagrecedoras foram notificados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil desde 2018. Os dados constam no sistema oficial da agência, o VigiMed, e incluem relatos de pacientes em uso de medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1.

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? O que mostram os dados
As notificações envolvem diferentes substâncias, como semaglutida, liraglutida, lixisenatida, tirzepatida e dulaglutida, utilizadas principalmente no tratamento de obesidade e diabetes tipo 2.

Segundo a Anvisa, os 225 registros de pancreatite incluem tanto casos após o início da comercialização dos medicamentos quanto episódios observados durante estudos clínicos. As ocorrências foram notificadas em pacientes dos estados de São Paulo, Paraná, Bahia e Distrito Federal.

Além disso, há seis mortes suspeitas relacionadas à pancreatite em pessoas que utilizavam esses medicamentos. No caso dos óbitos, os estados não foram divulgados.

Os casos são classificados como suspeitos, pois ainda passam por análise técnica para confirmação do nexo causal entre o medicamento e o evento adverso.

⚠️ Subnotificação e risco real
Especialistas alertam que o número pode ser ainda maior, já que a notificação de casos de pancreatite à Anvisa não é obrigatória. Ou seja, médicos e hospitais não são legalmente obrigados a comunicar esses eventos ao sistema VigiMed.

Na base de dados da agência, os relatos estão associados a medicamentos como Wegovy, Victoza, Trulicity, Saxenda, Xultophy, Ozempic, Rybelsus e Mounjaro. A Anvisa ressalta, no entanto, que não é possível afirmar que todos os casos estejam diretamente ligados às marcas citadas, já que há registros de uso de produtos falsificados, irregulares ou manipulados.

Todos os casos seguem em investigação.

? Alerta internacional
A pancreatite associada ao uso das canetas ganhou repercussão internacional após um alerta emitido no Reino Unido, no início do mês, onde já foram registradas 19 mortes relacionadas ao uso desses medicamentos.

Em escala global, há 14.530 notificações de pancreatite associadas aos agonistas do GLP-1 e 378 mortes suspeitas.

? Especialistas defendem uso com cautela
Apesar dos números, autoridades sanitárias e especialistas afirmam que não há recomendação para suspensão do uso das canetas emagrecedoras, desde que haja indicação médica adequada e acompanhamento regular.

“A população precisa ser alertada. Esses remédios são importantes e salvam vidas, mas eles podem se tornar perigosos se usados por pessoas sem indicação ou de fontes duvidosas”, afirma Alexandre Hohl, diretor da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso).

Segundo o especialista, pacientes com obesidade e diabetes, público-alvo dessas terapias, já possuem maior risco de desenvolver pancreatite independentemente do uso dos medicamentos.

“É preciso ser cuidadoso porque esse risco pode ser causado por uma doença prévia. Pessoas com diabetes e obesidade, que são o público tratado pela caneta, têm mais risco de desenvolver pancreatite. Ainda não temos como saber se esses casos estão sendo causados pelo medicamento ou pelas próprias doenças de base”, completa Hohl.

? Risco já consta em bula
A possibilidade de pancreatite já é conhecida e consta nas bulas de alguns desses medicamentos. No caso do Mounjaro (tirzepatida), por exemplo, a inflamação do pâncreas é descrita como uma reação adversa incomum, mas possível.

Especialistas reforçam que pacientes em tratamento devem realizar monitoramento regular da função pancreática, como parte do protocolo clínico.

? Uso sem prescrição é principal perigo
Um dos maiores riscos apontados está no uso sem orientação profissional, especialmente de versões manipuladas ou adquiridas no mercado ilegal, estimado em cerca de R$ 600 milhões por ano no Brasil.

Nesses casos, não há controle de dose, avaliação clínica prévia nem acompanhamento de possíveis sinais de complicações, o que pode levar a quadros graves antes da busca por atendimento médico.

?️ O que diz a Anvisa
A Anvisa informou que os dados contribuíram para a decisão de exigir retenção de receita médica para a venda desses medicamentos, medida adotada em abril de 2025.

Segundo a agência, a exigência de prescrição tem se mostrado adequada como forma de controle, mas outras medidas podem ser implementadas caso novos riscos sejam identificados.

? O que dizem as empresas
A farmacêutica Eli Lilly informou que monitora continuamente os registros e destacou que a pancreatite é um risco descrito em bula.

“A bula de Mounjaro (tirzepatida) adverte que a inflamação do pâncreas (pancreatite aguda) é uma reação adversa incomum e aconselha os pacientes a conversarem com seu médico para obter mais informações sobre os sintomas de pancreatite e informar o médico e interromper o tratamento em caso de suspeita de pancreatite durante o tratamento com Mounjaro.”

Já a Novo Nordisk reforçou que há uma advertência de classe para medicamentos baseados em incretinas e que a pancreatite aguda está listada como reação adversa nos produtos Ozempic®, Rybelsus®, Wegovy®, Victoza® e Saxenda®.

“Existe uma advertência de classe para todas as terapias baseadas em incretina (ou seja, agonistas do receptor GLP-1, agonistas duais GIP/GLP-1 e inibidores de DPP-4) referente ao risco de pancreatite. Vários fatores de risco estão implicados no desenvolvimento de pancreatite, incluindo diabetes e obesidade. A pancreatite aguda está incluída como uma reação adversa a medicamentos (RAM) nas bulas de todos os produtos GLP-1 RA comercializados, incluindo Ozempic®, Rybelsus® e Wegovy®, Victoza® e Saxenda®.

Os pacientes devem ser informados sobre os sintomas característicos e orientados a descontinuar o tratamento com semaglutida/liraglutida caso haja suspeita de pancreatite, e sugere-se ter cautela em pacientes com histórico de pancreatite prévia.”

As empresas recomendam que os pacientes sejam informados sobre os sintomas e interrompam o uso imediatamente caso haja suspeita de pancreatite, buscando avaliação médica.

Por Heloísa Mendelshon

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