A hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, é uma das doenças crônicas mais comuns no Brasil e no mundo e representa um dos principais fatores de risco para problemas cardiovasculares. Considerada uma condição silenciosa, a hipertensão muitas vezes não apresenta sintomas, mas pode provocar danos graves e progressivos a diversos órgãos do corpo.
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Segundo especialistas ouvidos pelo Revista Cariri, quando não controlada, a pressão alta compromete diretamente o funcionamento do coração, dos rins, do cérebro e até da visão, podendo levar a infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência renal e cegueira.
De acordo com a cardiologista Mariana Lopes, a hipertensão atua de forma contínua sobre os vasos sanguíneos, sobrecarregando estruturas vitais. “A pressão elevada força o coração a trabalhar mais e danifica as paredes das artérias, o que favorece entupimentos, aneurismas e falência de órgãos”, explica.
Já o cardiologista Renato Albuquerque alerta que o problema é ainda mais grave por ser silencioso. “Muitos pacientes descobrem que são hipertensos apenas após sofrer um evento grave, como infarto ou derrame, o que reforça a importância do acompanhamento regular da pressão”, afirma.
? Órgãos mais afetados pela hipertensão
A pressão alta pode comprometer diferentes sistemas do corpo, entre os principais:
• Coração: aumento do risco de infarto, arritmias e insuficiência cardíaca;
• Cérebro: maior chance de AVC e demência vascular;
• Rins: desenvolvimento de insuficiência renal crônica;
• Olhos: lesões na retina, com possibilidade de perda da visão;
• Artérias: endurecimento e entupimento dos vasos (aterosclerose).
Segundo os cardiologistas, esses danos costumam ocorrer de forma progressiva, especialmente quando o paciente não segue corretamente o tratamento.
⚠️ 10 fatores de risco para hipertensão
Diversos fatores contribuem para o surgimento e agravamento da pressão alta. Entre os principais, estão:
1. Excesso de sal na alimentação
2. Sedentarismo
3. Sobrepeso e obesidade
4. Consumo excessivo de álcool
5. Tabagismo
6. Estresse crônico
7. Histórico familiar
8. Idade avançada
9. Alimentação rica em gorduras e ultraprocessados
10. Doenças associadas, como diabetes e colesterol alto
De acordo com Mariana, mudanças simples no estilo de vida já fazem grande diferença. “Reduzir o sal, praticar atividade física e manter o peso adequado são medidas que, muitas vezes, evitam o uso de medicamentos ou reduzem a necessidade de doses altas”, afirma.
Renato Albuquerque reforça que o tratamento deve ser contínuo. “A hipertensão não tem cura, mas tem controle. Quando o paciente abandona o tratamento, os riscos voltam rapidamente”, alerta.
? Prevenção e controle
O controle da hipertensão envolve acompanhamento médico regular, uso correto de medicamentos quando indicados e adoção de hábitos saudáveis. A medição frequente da pressão arterial é essencial para o diagnóstico precoce.
Especialistas recomendam que adultos verifiquem a pressão ao menos uma vez por ano e, no caso de pessoas com fatores de risco, o acompanhamento deve ser ainda mais frequente.
Por Bárbara Antonelli















