O Banco Central anunciou, em novembro, uma série de atualizações no sistema de segurança do Pix, com foco no aprimoramento do Mecanismo Especial de Devolução (MED). As novas medidas, que entram em vigor em fevereiro, têm como objetivo reduzir fraudes em até 40%, por meio de um rastreamento mais eficaz de transferências suspeitas, fortalecendo a confiança no sistema de pagamentos instantâneos utilizado em todo o país por pessoas físicas e empresas.
Curta, siga e se inscreva nas nossas redes sociais:
Facebook | X | Instagram | YouTube | Bluesky
Sugira uma reportagem. Mande uma mensagem para o nosso WhatsApp.
Entre no canal do Revista Cariri no Telegram e veja as principais notícias do dia.
🔍 Rastreabilidade ampliada das transações
O MED passou por um redesenho para tornar mais eficiente a recuperação de valores envolvidos em transações fraudulentas. A partir das mudanças, as instituições financeiras poderão atuar de forma conjunta para identificar contas utilizadas em esquemas de fraude.
Antes, a devolução dos recursos se limitava à conta original onde a fraude havia ocorrido. Com a atualização, o sistema passa a monitorar múltiplas contas, acompanhando o caminho do dinheiro até o destino final. A ampliação da rastreabilidade dificulta a evasão de fraudadores e aumenta as chances de bloqueio e devolução dos valores.
⏱️ Processo de reembolso acelerado
Com as novas regras, vítimas de fraudes poderão receber o reembolso em até 11 dias, prazo considerado mais curto em relação ao modelo anterior. A agilidade no ressarcimento é apontada como essencial para reduzir prejuízos financeiros.
Outra novidade é a ampliação do autoatendimento nos aplicativos bancários, permitindo que os próprios usuários contestem transações suspeitas de forma direta, sem depender exclusivamente de atendimento humano. A medida tende a acelerar a análise dos casos e a resolução dos pedidos de devolução.
🛡️ Regras obrigatórias a partir de 2026
As atualizações fortalecem o combate a golpes e crimes cibernéticos. Desde 23 de novembro do ano passado, a adoção das novas regras é opcional pelas instituições financeiras. No entanto, a partir de 2 de fevereiro, as medidas passam a ser obrigatórias, garantindo uniformidade no enfrentamento às fraudes em todo o sistema financeiro.
Segundo o BC, a iniciativa representa um avanço importante na proteção dos usuários do Pix, ao facilitar a recuperação de valores, desestimular práticas criminosas e reforçar a credibilidade do sistema de pagamentos digitais brasileiro.
Por Heloísa Mendelshon










