O Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Educação (Seduc), abriu nesta quinta-feira (4) o Ceará Científico 2025, reunindo 259 projetos desenvolvidos por 611 estudantes de 187 escolas distribuídas em 100 municípios cearenses. A edição adota o tema “Saberes científicos em tempos de crise climática global” e teve sua cerimônia realizada no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, com a presença do governador Elmano de Freitas.
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🎓 Ciência, educação e protagonismo estudantil
Durante a solenidade, Elmano destacou o papel transformador da pesquisa escolar: “O que me anima em encontrar todos vocês é o foco de todos para fazer projetos ligados aos problemas do mundo, mas também das suas comunidades. Tudo isso demonstra o potencial que temos. A escola pública cearense é o maior orgulho do nosso povo. Ninguém tira o conhecimento que a nossa juventude acumula por meio da educação. Cada projeto desse é um tijolinho para mudar a vida de cada um”.

Criado em 2007 como Feira de Ciências, o Ceará Científico ganhou novo formato em 2016, consolidando-se em quatro categorias que contemplam diferentes perfis de estudantes e instituições. Em todas elas, os trabalhos são orientados pelas cinco áreas de pesquisa do programa.
🚀 Juventude e inovação: projetos que dialogam com o futuro
🔋 Hidrogênio verde e mobilidade sustentável
Inspiradas pela transição energética, as alunas Mirelly Vidal e Íris Maria, da EEEP Gustavo Augusto Lima (Lavras da Mangabeira), criaram um modelo de carro movido a energia renovável.

A professora de física Camila Tavares, orientadora do trabalho, destacou: “A transição energética é algo que está em alta. Levar isso para dentro da escola ainda é um desafio, mas fica mais acessível desta maneira. O hidrogênio verde é o combustível do futuro”.
Segundo Mirelly, o projeto aumenta o interesse pela disciplina: “As aulas ficam mais interessantes e esse projeto fez com que eu me envolvesse mais na matéria”.
💧 Agricultura inteligente em Pedra Branca
Os estudantes Magno Andrade e Maria Eduarda, da EEEP Antônio Rodrigues, desenvolveram o Lumix, sistema automatizado de irrigação que utiliza biogel e luz UV para atrair polinizadores.

“Nosso projeto possui dois sensores. Um diz quando a terra está seca, liberando o biogel. O outro liga a luz UV quando falta luz natural”, explicou Maria Eduarda.
O biogel, produzido com escamas de peixe, reduz custos em até três vezes.
🍃 Sustentabilidade com resíduos de maracujá
Em Cascavel, os estudantes João Pedro Monteiro e Jordana Mendonça, da EEMTI Marconi Coelho, criaram películas para controle de umidade do solo feitas com restos de maracujá.

“Uma película é criada por meio da fermentação e a outra com hidrogel”, explicou João.
A iniciativa ajuda produtores a preservar água e manter o solo mais resistente ao calor.
🌾 Carnaúba e cultura indígena em Caucaia
Com apenas 11 anos, Ykaro Sued e Ester Rayanne, da Escola Indígena Narcísio Ferreira Matos, desenvolveram produtos artesanais feitos com carnaúba, com apoio da professora Verônica Lopes.

“São bolsas, cadernos e até trajes, todos feitos na escola”, destacou a educadora.
Ester comemorou a participação: “Sempre quis fazer parte de algo assim. Estou bastante feliz”.
🌿 Selo Escola Sustentável premia projetos de educação ambiental
A cerimônia também marcou a entrega do Selo Escola Sustentável, certificação estadual que reconhece iniciativas bem-sucedidas de sustentabilidade.
A secretária do Meio Ambiente e Mudança Climática, Vilma Freire, ressaltou: “Esse selo significa muito mais que uma premiação. Toda a nossa gratidão aos professores, aos alunos e à comunidade escolar que abraçam esse projeto”.

Participaram desta edição:
• Escolas Estaduais de Ações Afirmativas (Indígenas, Quilombolas, áreas de assentamento e Escolas Família Agrícola);
• Centros de Educação de Jovens e Adultos (Cejas);
• Escolas Estaduais de Educação Profissional (EEEPs).
Por Fernando Átila










