O cambuí (Myrciaria pilosa), espécie emblemática da região do Cariri e tradicionalmente usada na medicina popular para tratar problemas digestivos, como diarreias, pode se tornar um aliado no combate a infecções bacterianas. Pesquisadores identificaram compostos bioativos da planta com forte potencial antimicrobiano, inclusive contra superbactérias do grupo Enterobacteriaceae, responsáveis por diversas enfermidades.
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Ensaios iniciais animadores
Os testes foram conduzidos no Laboratório de Microbiologia e Biologia Molecular (LMBM), tanto in vitro quanto in vivo, utilizando o modelo Zebrafish (Danio rerio). Mesmo em pequenas doses, os compostos do cambuí exibiram forte ação antibacteriana e, em concentrações elevadas, não apresentaram sinais de toxicidade nos organismos analisados.
👉 Esses resultados sugerem que a espécie nativa da Chapada do Araripe pode ser uma fonte promissora para futuras aplicações clínicas e no desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas contra infecções bacterianas resistentes a antibióticos.
Estudos futuros: farmacocinética e farmacodinâmica
A pesquisa aponta a necessidade de investigações mais aprofundadas sobre os perfis farmacocinéticos e farmacodinâmicos da planta. Isso inclui compreender como o organismo humano absorve, distribui, metaboliza e elimina os compostos, além de analisar de que forma eles atuam no combate às bactérias.
🔎 Segundo os pesquisadores, esse passo é essencial para assegurar segurança e eficácia em futuras aplicações médicas, além de fornecer subsídios para o desenvolvimento de medicamentos baseados em substâncias naturais.
Participação e publicação internacional
O estudo foi liderado pelo doutorando Rafael Pereira da Cruz (UFPE), egresso do Programa de Pós-Graduação em Diversidade Biológica e Recursos Naturais (PPGDR – URCA). A pesquisa contou com a supervisão da Dra. Márcia Vanusa da Silva (UFPE) e da Dra. Maria Flaviana Bezerra Morais Braga (URCA), além da colaboração de:
• Dr. Henrique Douglas Melo Coutinho (URCA)
• Dr. José Weverton Almeida Bezerra (URCA)
• Dr. Irwin Rose Alencar de Menezes (URCA)
• Dra. Jacqueline Cosmo Andrade Pinheiro (UFCA)
📖 Os resultados foram publicados no Journal of Ethnopharmacology, periódico internacional de alto prestígio, com fator de impacto 5.4 e classificação Qualis A1 na área de Ciências Biológicas, consolidando a relevância da descoberta no cenário científico global.
Por Fernando Átila










