O governo federal anunciou, nesta segunda-feira (25), a liberação de R$ 12 bilhões em crédito para a renovação do parque industrial brasileiro, no chamado conceito de Indústria 4.0. O objetivo é atualizar o maquinário das empresas com mais rapidez, estimular a digitalização dos equipamentos e ampliar o uso de recursos de inteligência artificial.
Curta, siga e se inscreva nas nossas redes sociais:
Facebook | X | Instagram | YouTube | Bluesky
Sugira uma reportagem. Mande uma mensagem para o nosso WhatsApp.
Entre no canal do Revista Cariri no Telegram e veja as principais notícias do dia.
O crédito será disponibilizado pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que aportará R$ 10 bilhões, e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com mais R$ 2 bilhões.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, ressaltou que a iniciativa atende a uma demanda histórica do setor:
• Renovação mais rápida das máquinas e equipamentos;
• Aumento da produtividade;
• Redução de custos;
• Melhoria da eficiência energética.
“Ao invés de depreciar a compra de máquinas em 15 anos, é preciso depreciar a cada dois. Um forte estímulo à renovação industrial”, destacou Alckmin.
Ele frisou ainda que o projeto já vinha sendo discutido desde o ano passado e não tem relação direta com o tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que elevou em 50% as taxas sobre produtos brasileiros.
🚀 Investimento como motor do crescimento
O presidente do BNDES, Aloísio Mercadante, classificou o programa como mais do que uma medida para a indústria, mas um passo estratégico para o crescimento e a inovação do país.
“O motor do crescimento é o investimento. O investimento precisa de inovação. A indústria do planeta hoje é cada vez mais competitiva e mais inovadora”, afirmou.
Segundo ele, os R$ 12 bilhões terão taxa de 7,5% ao ano, com prazos mais longos e carência, criando condições competitivas “em qualquer economia do mundo”.
🌎 Novos mercados e fronteiras
Mercadante explicou que a modernização do parque industrial não se limita a enfrentar o impacto do tarifaço norte-americano. A meta é ampliar a presença do Brasil em novos mercados internacionais, citando possíveis acordos com México, Canadá, Índia e Nigéria.
O programa, segundo ele, contempla setores estratégicos com foco em:
• Digitalização de processos;
• Uso de inteligência artificial;
• Aquisição de máquinas e equipamentos de última geração.
“Com isso, modernizamos a indústria, aumentamos a competitividade e abrimos espaço para disputar novos mercados globais”, concluiu o presidente do BNDES.
Por Heloísa Mendelshon










