O ativista ambiental Márcio Holanda esteve na Câmara Municipal do Crato para solicitar o apoio dos vereadores ao movimento “Crato sem Fogo – Apague essa chama”, iniciativa criada em resposta ao aumento alarmante de incêndios no município. A meta do grupo é zerar os focos de queimadas em 2025, pelo menos até o início do período chuvoso, e ampliar as ações preventivas até 2026.
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O município vive dias de forte tensão ambiental devido ao avanço das queimadas — a maioria delas provocada pela ação humana. Em um único dia, oito focos foram registrados na Chapada do Araripe, comprometendo comunidades rurais, fauna, vegetação nativa e produtores rurais, além de causar problemas respiratórios na população exposta à fumaça.
A devastação também ameaça um dos maiores símbolos do Cariri: a Floresta Nacional do Araripe (Flona Araripe), primeira Floresta Nacional criada no Brasil e patrimônio ambiental da região.
> Crato registra 55 incêndios em 2025 e dobra número de queimadas em relação ao ano anterior
🚨 “Estamos diante de uma emergência”, alerta ativista
Durante o discurso aos parlamentares, Márcio destacou que, apesar do empenho do Corpo de Bombeiros, brigadistas e voluntários, a quantidade de incêndios simultâneos tem tornado o combate “humanamente impossível”.
“Estamos diante de uma emergência de saúde pública, ambiental e social. Nenhum incêndio nasce sozinho e todos eles podem ser evitados”, afirmou.
Ele explicou que o “Crato sem Fogo” nasce como um movimento de conscientização coletiva e sem interesses políticos, pedindo que os vereadores reforcem o diálogo com a população.
“Conversem com familiares e com as comunidades sobre a importância de não colocar fogo em lixo, restos de podas e brocas”, apelou.
🌱 Mobilização ampla e educação ambiental como eixo central
O movimento pretende unir instituições públicas, influenciadores, organizações da sociedade civil, escolas, ambientalistas, produtores rurais e cidadãos comuns.
Para Márcio Holanda, a solução só será possível com educação ambiental massiva, capaz de “furar bolhas” e estimular uma nova cultura comunitária de preservação.
“O Crato sem Fogo é um esforço emergencial, uma grande campanha de educação ambiental, com comunicação rápida, massiva e viral. É mobilização popular. É um compromisso com a vida, com o território, com as comunidades e com a proteção do nosso patrimônio”, concluiu.
Por Aline Dantas










