O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) telefonou nesta terça-feira (2) para Donald Trump e defendeu a retirada total das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros que ainda enfrentam sobretaxas. A informação foi divulgada pelo Palácio do Planalto.
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📦 Tarifas sobre produtos brasileiros
Durante a conversa, que durou cerca de 40 minutos, Lula classificou como “muito positiva” a decisão dos EUA de suspender a tarifa adicional de 40% sobre itens como carne, café e frutas.
No entanto, ressaltou que outros produtos seguem sob sobretaxa e que a questão precisa avançar “com rapidez” nas negociações bilaterais, segundo o Planalto.
🛡️ Combate ao crime organizado
Outro ponto central do diálogo foi a necessidade de reforçar a cooperação internacional no enfrentamento a organizações criminosas.
Lula mencionou operações recentes do governo federal que buscam asfixiar financeiramente facções, inclusive no setor de combustíveis, e que apontam para grupos atuantes a partir do exterior.
Trump, conforme o Planalto, expressou “total disposição” para trabalhar em conjunto com o Brasil e apoiar iniciativas voltadas ao enfrentamento dessas redes criminosas.
Recentemente, os EUA ampliaram ações no mar do Caribe contra grupos envolvidos no tráfico internacional de drogas, especialmente ligados à Venezuela, país cuja crise militar e política tem sido monitorada de perto pelo governo brasileiro.
🤝 Próximas conversas
Houve consenso entre os dois presidentes de que os temas — tarifas e combate ao crime — terão novas rodadas de diálogo em breve. Segundo auxiliares do governo, a ligação foi articulada diretamente pelos dois líderes, que mantêm uma “linha direta” desde um contato recente.
📉 O tarifaço
No fim de novembro, os Estados Unidos retiraram a tarifa extra sobre mais de 200 produtos brasileiros, como café, cacau, carne bovina e frutas.
A ampliação da lista de exceções ocorreu após reunião entre o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
O governo americano havia justificado o chamado tarifaço, em vigor desde agosto, como resposta a ações do governo brasileiro consideradas por Washington uma ameaça à segurança nacional. Outros países também foram alvo da medida.
Por Fernando Átila










