O atual ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, deve deixar o cargo até a próxima sexta-feira (9). Diferentemente de outras mudanças previstas no governo neste ano, motivadas por disputas eleitorais ou rearranjos políticos, a saída do ministro estaria relacionada principalmente ao desgaste acumulado à frente da pasta.
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De acordo com informações de bastidores, a decisão teria partido do próprio Lewandowski, que estaria esgotado após uma série de embates internos e envolvimento em disputas políticas de grande repercussão. Entre elas, destaca-se a tentativa da oposição de esvaziar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, em favor do chamado PL Antifacção, pauta que ampliou a pressão sobre o ministério.
⚠️ Tensões políticas e desgaste institucional
Aliados relatam que o ministro enfrentou dificuldades crescentes na condução da agenda de segurança pública, área considerada sensível e altamente polarizada. O acúmulo de conflitos políticos e a resistência de diferentes setores do Congresso às propostas defendidas pela pasta contribuíram para o cenário de desgaste.
Além disso, a atuação do Ministério da Justiça passou a ser alvo constante de críticas, tanto da oposição quanto de segmentos que defendem mudanças mais profundas na política de combate ao crime organizado.
🏢 Novo ministério pode ter acelerado decisão
Outro fator que teria pesado para a saída de Lewandowski é o anúncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a possibilidade de recriação do Ministério da Segurança Pública, área que atualmente está sob responsabilidade do Ministério da Justiça.
A iniciativa é vista no Palácio do Planalto como uma estratégia para disputar politicamente o tema da segurança, historicamente explorado pela direita em campanhas eleitorais e considerado um ponto frágil do atual governo.
Lewandowski, no entanto, já se posicionou de forma contrária à proposta, avaliando que a criação de uma nova pasta poderia enfraquecer o Ministério da Justiça e fragmentar as ações de enfrentamento ao crime organizado. O ministro também demonstrou preocupação com possíveis mudanças na estrutura institucional, como a subordinação da Polícia Federal a diferentes ministérios.
🔄 Cenário indefinido no governo federal
Com a possível saída de Lewandowski, o governo deve intensificar as discussões sobre o futuro da política de segurança pública e sobre a reorganização ministerial. Até o momento, não há anúncio oficial sobre o sucessor nem confirmação formal da recriação do Ministério da Segurança Pública.
A expectativa é de que as decisões sejam tomadas nos próximos dias, em meio às articulações políticas no Congresso Nacional e às estratégias do governo para fortalecer sua agenda na área de segurança.
Por Pedro Villela, de Brasília










