O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu um convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o chamado “conselho da paz” para Gaza, criado com o objetivo de atuar na segunda fase do plano norte-americano para encerrar a guerra no território palestino. Lula ainda não aceitou o convite e deve avaliar a decisão apenas na próxima semana.
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📌 Segundo fontes com conhecimento sobre o assunto ouvidas pelo Revista Cariri, o governo brasileiro também só deve se manifestar oficialmente após a definição do presidente. A decisão ocorre em meio a um cenário diplomático sensível, diante das posições públicas já adotadas por Lula sobre o conflito.
🌍 Convite internacional e composição do conselho
Neste sábado, o presidente da Argentina, Javier Milei, confirmou ter sido convidado para integrar o conselho. Ao divulgar a imagem da carta-convite, Milei escreveu na rede social X que será “uma honra” acompanhar a iniciativa presidida por Trump e integrada por lideranças internacionais.
O conselho será presidido pelo próprio Donald Trump e contará com os seguintes integrantes:
🏛️ Marco Rubio – secretário de Estado dos Estados Unidos;
🇬🇧 Tony Blair – ex-primeiro-ministro do Reino Unido;
💼 Marc Rowan – empresário bilionário americano;
🛡️ Robert Gabriel – assistente de Trump no Conselho de Segurança Nacional.
Ao anunciar a criação do órgão, Trump afirmou:
“Posso dizer com certeza que é o maior e mais prestigiado conselho já reunido em qualquer momento e lugar”.
🏛️ Segundo a Casa Branca, o conselho de paz terá como foco:
• fortalecimento da capacidade de governança;
• relações regionais;
• reconstrução;
• atração de investimentos;
• financiamento em larga escala;
• mobilização de capital.
Além disso, Trump designou o major-general Jasper Jeffers para comandar a Força Internacional de Estabilização (ISF) em Gaza, que terá como missão manter a segurança no território palestino e treinar uma nova força policial para suceder o Hamas.
⚖️ O que está em jogo para Lula?
Desde o início do conflito, em outubro de 2023, Lula tem reiterado críticas às operações militares de Israel na Faixa de Gaza. O presidente brasileiro defende:
🕊️ cessar-fogo imediato;
🇵🇸 criação de um Estado palestino;
🌐 fortalecimento do multilateralismo;
🤝 mediação diplomática internacional.
Esse histórico de posicionamentos pode colocar Lula em uma situação diplomática delicada diante do convite de Trump, apoiador do governo israelense. Caso aceite integrar o conselho, o presidente brasileiro poderá ser cobrado por coerência em relação às críticas feitas às ações de Israel em Gaza.
📍 Outro ponto sensível é o fato de o conselho não estar vinculado diretamente à Organização das Nações Unidas (ONU), fórum que o Brasil tradicionalmente defende como central para a mediação de conflitos internacionais.
🌐 Impactos diplomáticos
Por outro lado, uma eventual recusa ao convite também pode gerar custos diplomáticos:
• Trump preside o colegiado e busca apoio internacional para legitimar a iniciativa;
• A recusa pode gerar desgaste nas relações entre Brasil e Estados Unidos;
• O episódio ocorre em meio a tentativas de reaproximação bilateral, após negociações sobre tarifas para produtos brasileiros exportados aos EUA;
• Setores da comunidade internacional podem criticar o Brasil por não integrar um fórum voltado à reconstrução de Gaza, diante do discurso histórico do país em defesa da paz, do multilateralismo e da mediação diplomática.
Por Nágela Cosme










