A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, surge como um dos principais nomes para assumir o comando do governo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar, no sábado (3), que o presidente Nicolás Maduro foi capturado por forças americanas durante uma operação militar.
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Figura central do atual governo venezuelano, Delcy Rodríguez já foi chamada por Maduro de “tigre”, em referência à sua postura firme na defesa do regime socialista. Ela atua de forma próxima ao irmão, Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, com quem mantém articulação direta nas principais decisões políticas do país.
👤 Trajetória pessoal e política
Nascida em Caracas, Delcy Rodríguez tem 56 anos e nasceu em 18 de maio de 1969. Ela é filha do guerrilheiro de esquerda Jorge Antonio Rodríguez, fundador do partido revolucionário Liga Socialista, criado na década de 1970.
Advogada formada pela Universidade Central da Venezuela, Delcy ascendeu rapidamente na política venezuelana na última década. Entre 2013 e 2014, ocupou o cargo de ministra da Comunicação e Informação, ampliando sua visibilidade dentro do governo.
🌎 Atuação internacional e fortalecimento interno
Entre 2014 e 2017, Rodríguez foi ministra das Relações Exteriores, período marcado por embates diplomáticos, como a tentativa de interromper uma reunião do Mercosul, em Buenos Aires, após a suspensão da Venezuela do bloco.
Em 2017, passou a chefiar uma Assembleia Constituinte pró-governo, responsável por ampliar os poderes de Nicolás Maduro e enfraquecer instituições opositoras.
A nomeação para o cargo de vice-presidente ocorreu em junho de 2018. Na ocasião, Maduro descreveu Delcy como “uma jovem mulher, corajosa, experiente, filha de um mártir, revolucionária e testada em mil batalhas”.
💰 Influência econômica e gestão estratégica
Rodríguez acumulou funções estratégicas ao longo dos últimos anos. Ela ocupou simultaneamente os cargos de ministra da Fazenda e ministra do Petróleo, o que a tornou uma figura-chave na condução da economia venezuelana.
Nesse período, passou a adotar políticas econômicas consideradas mais ortodoxas, com o objetivo de conter a inflação elevada e dialogar com um setor privado fragilizado. Em agosto de 2024, Maduro incorporou oficialmente o Ministério do Petróleo à sua pasta, atribuindo a ela a missão de administrar os impactos das sanções impostas pelos Estados Unidos à principal indústria do país.
Por Heloísa Mendelshon










