A inflação no Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu 0,09% em outubro, o menor resultado para o mês desde 1998, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (11). O resultado veio abaixo da expectativa do mercado, que previa alta de 0,16%.
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📊 IPCA desacelera e fica em 4,68% no acumulado de 12 meses
Nos últimos 12 meses até outubro, o IPCA acumulou alta de 4,68%, abaixo dos 5,17% registrados em setembro. Apesar da desaceleração, o índice permanece acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central, de 3%, com tolerância de até 4,5%.
O Copom (Comitê de Política Monetária) afirmou mais cedo que tem “maior convicção” de que a taxa básica de juros de 15% ao ano é suficiente para garantir a convergência da inflação à meta nos próximos meses.
⚡ Energia elétrica tem queda e puxa desaceleração do índice
A principal influência para o resultado de outubro veio da energia elétrica, que registrou deflação de 2,39%, contribuindo com queda de 0,10 ponto percentual no IPCA do mês.
O recuo foi impulsionado pela mudança na bandeira tarifária, que passou da vermelha patamar 2, com cobrança extra de R$ 7,87 a cada 100 kWh, para R$ 4,46 em setembro.
👕 Vestuário e despesas pessoais sobem
Entre os grupos pesquisados, Vestuário (0,51%) apresentou a maior variação no mês. Os destaques foram:
👠 Calçados e acessórios: +0,89%
👚 Roupa feminina: +0,56%
No grupo Despesas pessoais (0,45%), os maiores aumentos ocorreram em:
👩🦰 Empregado doméstico: +0,52%
✈️ Pacote turístico: +1,97%
💊 Saúde, transporte e alimentação
O grupo Saúde e cuidados pessoais (0,41%) teve o maior impacto individual no índice do mês, contribuindo com 0,06 ponto percentual. As altas mais relevantes foram:
🧴 Artigos de higiene pessoal: +0,57%
🏥 Planos de saúde: +0,50%
No grupo Transportes (0,11%), houve alta nas passagens aéreas e combustíveis, com exceção do óleo diesel, que caiu 0,46%. Em Campo Grande, foi incorporado o reajuste médio de 14,34% nas tarifas de táxi, vigente desde setembro.
A alimentação e bebidas registraram variação de apenas 0,01%, com a alimentação no domicílio em queda de 0,16%, influenciada pela baixa do arroz (-2,49%) e do leite longa vida (-1,88%).
Já a alimentação fora de casa acelerou para 0,46%, ante o mês anterior.
Por Heloísa Mendelshon










