A chamada inflação oficial registrou alta de 0,33% em dezembro, avanço de 0,15 ponto percentual (p.p.) em relação aos 0,18% observados em novembro. Com o resultado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou 2025 com variação acumulada de 4,26%, permanecendo dentro da meta do governo, que estabelece teto de até 4,5% no acumulado de 12 meses.
Curta, siga e se inscreva nas nossas redes sociais:
Facebook | X | Instagram | YouTube | Bluesky
Sugira uma reportagem. Mande uma mensagem para o nosso WhatsApp.
Entre no canal do Revista Cariri no Telegram e veja as principais notícias do dia.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
📈 Comportamento dos grupos pesquisados
Segundo o IBGE, com exceção do grupo Habitação, que apresentou queda de 0,33%, todos os demais grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram aumento de preços em dezembro.
A maior variação no mês foi registrada pelo grupo Transportes, com alta de 0,74%, além de representar o maior impacto no índice, de 0,15 p.p. Em seguida, Saúde e cuidados pessoais apresentou elevação de 0,52% e impacto de 0,07 p.p.
O grupo Artigos de residência teve a segunda maior variação do mês, com alta de 0,64%, após ter recuado 1% em novembro.
🚗 Transportes puxam a inflação de dezembro
De acordo com o instituto, o desempenho do grupo Transportes foi influenciado principalmente pelos serviços.
“No grupo dos Transportes (0,74%), o resultado foi influenciado pelo aumento nos preços do transporte por aplicativo (13,79%) e das passagens aéreas (12,61%), subitem com maior impacto individual no resultado do mês (0,08 p.p.). Os combustíveis, após recuarem 0,32% em novembro, aumentaram 0,45%, com as seguintes variações: etanol (2,83%), gás veicular (0,22%), gasolina (0,18%) e óleo diesel (-0,27%)”, afirma o IBGE.
🛋️ Artigos de residência voltam a subir
Ainda segundo o IBGE, a alta de 0,64% em Artigos de residência reflete principalmente o comportamento dos preços de:
• TV, som e informática (1,97%)
• Aparelhos eletroeletrônicos (0,81%)
No mês anterior, esses subitens haviam registrado quedas de 2,28% e 2,37%, respectivamente.
🏥 Saúde e cuidados pessoais
No grupo Saúde e cuidados pessoais, que subiu 0,52% em dezembro, os principais destaques foram:
• Plano de saúde (0,49%)
• Artigos de higiene pessoal (0,52%)
🥦 Alimentação e bebidas interrompem sequência de quedas
O grupo Alimentação e bebidas apresentou alta de 0,27% em dezembro. A alimentação no domicílio subiu 0,14%, interrompendo uma sequência de seis meses consecutivos de queda.
“O grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 0,27% em dezembro. A alimentação no domicílio interrompeu a sequência de seis meses consecutivos de queda e subiu 0,14%, influenciada pelas altas da cebola (12,01%); da batata-inglesa (7,65%); das carnes (1,48%), com destaque para o contrafilé (2,39%), a alcatra (1,99%) e a costela (1,89%) e das frutas (1,26%), em especial o mamão (7,85%) e a banana-prata (4,32%). No lado das quedas os destaques são o leite longa vida (-6,42%), o tomate (-3,95%) e o arroz (-2,04%)”, aponta o IBGE.
Já a alimentação fora do domicílio acelerou para 0,60% em dezembro, ante 0,46% em novembro, com aumento de 1,50% no lanche e de 0,23% na refeição.
🏠 Habitação é o único grupo em queda
Único grupo com variação negativa no mês, Habitação passou de alta de 0,52% em novembro para queda de 0,33% em dezembro.
“Único grupo com variação negativa em dezembro, Habitação saiu da alta de 0,52% em novembro para -0,33% em dezembro, sob influência da queda de 2,41% da energia elétrica residencial, subitem de maior impacto negativo no índice (-0,10 p.p.). Esse resultado foi motivado pela vigência, em dezembro, da bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Em novembro, estava em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescentava R$ 4,46 para o mesmo nível de consumo. Houve reajuste de 21,95% em uma das concessionárias em Porto Alegre (3,90%) vigente desde 22 de novembro e de 10,48% em Rio Branco (3,80%), a partir de 13 de dezembro”, acrescenta o instituto.
📍 Como o IPCA é calculado
O IPCA mede o custo de vida das famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Ao todo, são coletados preços de 377 subitens, entre produtos e serviços.
A pesquisa é realizada em dez regiões metropolitanas — Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre — além de Brasília e das capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.
📉 INPC fecha 2025 em 3,90%
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulou alta de 3,90% em 2025, resultado 0,87 p.p. abaixo dos 4,77% registrados em 2024.
No ano, os produtos alimentícios tiveram alta de 2,63%, enquanto os não alimentícios variaram 4,32%. Em 2024, as variações haviam sido de 7,60% e 3,88%, respectivamente.
Calculado pelo IBGE desde 1979, o INPC reflete o custo de vida das famílias com rendimento de um a cinco salários mínimos, tendo como referência domicílios cujo chefe é assalariado, abrangendo dez regiões metropolitanas, além de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.
Por Heloísa Mendelshon










